sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Permanência

Dizem que o difícil é começar. Você já deve ter ouvido esta frase quando comentou com alguém sobre um projeto novo, uma mudança de vida ou simples hábitos e tarefas que desejava incluir no seu dia-a-dia. E é verdade, todo início realmente não é fácil. Mas há uma reflexão maior e necessária a se fazer.

Voltei das férias, por exemplo, decidido a começar uma atividade física e a perder os quilinhos que ganhei durante um mês de descanso. De imediato pensei numa academia, mas logo mudei de ideia e resolvi aproveitar os fins de tarde para caminhar pelo bairro onde estou morando agora.

Mesmo quando estamos certos daquilo que queremos e precisamos fazer, é complicado encontrar forças suficientes para começar. Em meio a essa guerra de vontades inventamos muitas desculpas para os outros e até para nós, a fim apenas de adiar a atitude. Mas, depois de planejar por várias vezes, finalmente comecei a caminhar. Foram dias seguidos de muito esforço. Não demorou muito tempo para o resultado aparecer e, então, simplesmente PAREI.

Como assim? Por que parar o que está dando certo?  Os resultados não são suficientes?  Realmente há uma contradição nisso tudo e, infelizmente, ela é mais comum do que se imagina em diversos setores da nossa vida. Aquilo que seria um motivo para nos fazer continuar acaba se tornando uma comodidade capaz de nos parar.

Não se acomode com os primeiros resultados, eles podem te enganar. Quantas pessoas vão médico, começam a tomar medicamentos e na primeira melhora interrompem o tratamento. Apesar da aparente cura, o organismo precisava de outras doses do antibiótico para vencer completamente as bactérias, que logo podem voltar, agora, ainda mais fortes.

Muitos até começam a gerar frutos, mas poucos são os que permanecem. Se depois de produzir as uvas o ramo não permanecer ligado a Videira, para nada mais serve e logo será queimado pelo Agricultor.

Não adianta apenas dar o primeiro passo e não continuar a caminhada.  Se sua primeira meta já foi cumprida, estabeleça outras. Se o seu objetivo inicial era andar dois mil metros, ande quatro, depois cinco, seis, sete... Quando você perceber, já estará correndo.

Paz e sucesso!    

::Juliano Matos

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O amor é uma atitude


Ter ações que causem bem estar para outras pessoas é uma das formas de amar no século 21

O amor ainda está em nosso meio. Apesar das guerras, das mortes e da violência nos centros urbanos, ainda existe a matéria prima do amor em nossos tempos. Afirmo isso com a certeza de que várias pessoas ainda espalham o amor trazido ao mundo por Cristo.

Os voluntários que distribuem sopa aos moradores de rua nas noites de frio, por exemplo, são pessoas usadas por Deus, sendo cristãos praticantes da fé ou não, para levar um estado de bem estar às pessoas.

O amor não se limita a um sentimento, o verdadeiro amor é representado por atitudes. Na Palavra de Deus está escrito em 1 Coríntios 13.4-7: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Conta-se a história de um jovem norte americano que estudava em uma universidade e morava com um colega de classe na mesma república. Este colega ficou doente e perdera algumas aulas. Para ajudá-lo, este jovem, cristão, percebeu que se copiasse a lição para o colega, nem que para isso atrasasse os seus próprios deveres, poderia mostrar um pouco do amor de Deus sobre a vida dele. Após auxiliar na medicação, na organização das matérias dadas em aula e nos testemunhos de sua vida, o jovem conseguiu ganhar para Cristo a vida do seu colega de quarto. Ele suportou, causou um estado de bem estar ao outro jovem, em outras palavras, ele amou por meio de atitudes.

Na atualidade, discussões de trânsito, problemas financeiros ou algumas circunstâncias familiares têm propagado a tragédia. As pessoas não suportam as outras na medida necessária.

Às vezes, por amor, é preciso aceitar a opinião e a decisão do outro.

Quem ama busca o bem do outro. Se usarmos como exemplo o amor de um casal fica fácil isso. Quando se conhecem, os dois querem estar juntos, telefonam, trocam mensagens por celular, e-mails e outras formas, isso porque perceberam que se completam. Não querem o mal da pessoa que faz bem para eles.

Se você parar para analisar, amar é evoluir no seu caráter e na sua vida espiritual. Ame e deixe ser amado.

Glórias ao Senhor!

::Lucas Meloni 
Jovem, jornalista, membro do Ministério de Comunicação Audiovisual e editor do telejornal Iluminando da Igreja Batista Luz para as Nações, em São Paulo, SP (http://iluminandobatista.blogspot.com) | lcs_lucas.meloni@yahoo.com.br

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Fiz das minhas tragédias meu ministério”


"Fiz das minhas maiores tragédias o meu maior ministério”Em entrevista exclusiva ao Portal, Fernanda Brum fala de sua experiência com o aborto, do trabalho do AMGI de preservação da vida, com um recado às mulheres  

Se não de todos, ao menos para maior parte do público que sempre a acompanha, seu testemunho de vida já conhecido e sempre uma inspiração e força para continuar em frente na vida, em especial as mulheres. Hoje mãe de dois filhos, Fernanda Brum já passou pela amarga e dolorosa experiência do aborto espontâneo. As curetagens, procedimento cirúrgico que permite restabelecer a saúde e salvar o útero para uma próxima gestação, foram parte nesse processo. Ela passou por quatro. "Tive indicação médica por causa dos embriões mortos em meu ventre. O coração parava de bater após um descolamento de placenta e eu ficava com o embrião morto na barriga, tomando medicamento para induzir a eliminação espontânea do embrião. Algumas vezes lembro-me de ter voltado da anestesia gritando: ‘Meu bebê, meu bebê!’”, detalha Fernanda.

Nessa entrevista que concedeu com exclusividade ao portal Lagoinha.com na ocasião de sua vinda a Belo Horizonte (MG), por conta do evento Noite a Favor da Vida, promovido pelo Ministério AMGI (Apoio às Mulheres com Gravidez Indesejada) da Igreja Batista da Lagoinha, Fernanda Brum fala sim, de sua experiência com o aborto, mas também do próprio trabalho realizado pelo ministério e sua parceria com o mesmo, da ocasião de sua vinda para o evento, e, claro, da própria questão do aborto, com um recado às mulheres. Ela que, depois da Igreja Perseguida, é defensora aguerrida da causa da mulher e da vida. E a propósito, sobre o tema, ela é clara e irredutível: “Não somos dos que abortam. Somos dos que adotam. O aborto é uma violência terrível contra a mulher e contra a criança”. Sobre quem decide por essa terrível prática, ela diz: “Não temos como convencer uma mulher a não abortar com uma lei somente. É preciso o poder do Espírito Santo, o único que convence, o único que se move e o único que nos move a ter compaixão”. Segue, então, a entrevista nesse clima e tom de compaixão, a favor da vida:

Lagoinha.com (LC): Como se sente por ter participado mais uma vez de um evento como esse do AMGI de porte e peso de valorização da vida?  
Fernanda Brum (FB):
Fico muito feliz de enxergar por esse prisma. E o privilégio de estar aqui é porque eu enxerguei isso. Tem gente que não enxergou ainda. E é pelo Espírito que a gente enxerga certas coisas. Estou muito feliz de estar incluída, de ser útil. Tem mérito nenhum nisso. O mérito, na verdade, é do AMGI, de estar na frente, cuidando, lá na ponta, de cara com as mulheres. Estou aqui só para abanar uma fogueira do Espírito. Eu quero que pegue fogo no Brasil todo.

LC: Essa iniciativa sua de participação e parceria com o AMGI se deu também por conta de sua própria experiência e seu testemunho em relação ao aborto?
FB:
Principalmente. Eu passei a odiar o aborto depois que perdi quatro crianças. Eu acho que uma mulher só sabe o que é o aborto depois que aborta. Na verdade, nem precisa passar por isso, porque sabe que é ruim. Mas quem passou pelo drama, pela dor e pelo terror do aborto conhece-o bem a fundo. As minhas experiências me fizeram odiar o aborto com todas as minhas forças. Como odeio o aborto e amo as mulheres! Não quero que elas passem por isso. Seu eu pudesse evitar, eu evitaria que elas passassem por isso. De alguma maneira, essa é a minha contribuição do beija-flor que traz um pouquinho de água numa mata incendiada. A minha parte tem sido feita, e espero que cada um faça a sua própria parte.

LC: Em breves linhas, só para que as pessoas saibam, o que diria de sua experiência e seu testemunho e  como lidou com tudo isso?
FB:
Eu lidei muito mal com tudo isso. Tive quatro experiências com o aborto, sendo três curetagens. Na primeira, graças a Deus, não precisei de curetagem. Na primeira, me abstrai. Não entendi, não levei a sério. No segundo aborto é que caiu a minha ficha de que havia uma criança morta dentro de mim. Era sempre assim: gerava-se até três meses e depois parava de bater o coração. Já era então um feto de um primeiro trimestre. Era uma expectativa muito grande porque havia mudanças o corpo, você sentia vontade de comer mais, desejo, enjôo, aquelas coisas naturais, de repente, parava o coração do bebê. Eu descobria no exame de ultrasom. Os dois abortos depois que tive o Isaque foram mais difíceis porque eu já tinha tido uma criança mexendo dentro de mim. Eu já sabia o que era uma gravidez, a expectativa de ter outro filho era tão maravilhosa, a certeza de que estava curada, de que isso não iria se repetir, e de repente, a decepção de viver, de novo, a mesma coisa, depois da fé de ter sido curada e ter recebido o Isaque. Não tem explicação o que eu vivi. O último foi mais duro porque eu fiquei um tempo com ele morto algum tempo na minha barriga. Tive de andar algum tempo dentro de um shopping para ter dilatação e as pessoas me vendo e me perguntando: “Olha, como vai? Você está grávida?” E eu respondia: “Nãããooo!... Estou grávida, mas o bebê está morto”. E elas retrucavam: “O que está fazendo então aqui?” Foram situações bem dramáticas, difíceis e de muita dor física também. Porque o aborto dói. As contrações, a curetagem, o pós-operatório, o Endométrio todo mexido, e depois de uma nova gravidez o bebê colar numa parede que não foi mexida é um milagre. Foram então experiências terríveis que não queria que ninguém vivesse, nem espontaneamente, nem propositadamente. Foram seis gestações ao todo, sendo quatro abortos espontâneos e duas de fetos vivos, porque meus filhos, Isaque e Laura, estão vivos hoje. Foram dois antes do Isaque e dois depois dele, até chegar a Laura.

LC: Uma palavra para mulheres que tiveram uma história semelhante a sua.
FB:
Perseverem e procurem a medicina. Mas em primeiro lugar, procurem o Senhor. Deus pode usar a medicina para nos abençoar, mas no meu caso, a única coisa que lancei mão da medicina foram de óvulos de hormônios que o medico pediu que eu utilizasse para aumentar a capacidade de implantação do embrião. Mas não tive nenhum tipo de ajuda como fertilização in vitro. Até procurei, mas quando o fiz, já estava grávida. Não sou contra. Acho até que as pessoas devem procurar a ciência. Mas em primeiro lugar, ao Senhor, porque é Ele quem sopra a vida. E não tem ciência que dê jeito se Deus não soprar a vida. Perseverem e sigam em frente.

LC: Para mulheres que tiveram ou não uma experiência com o evangelho, mas tem uma percepção pelo próprio dom da vida e passam ou passaram por uma situação de aborto quando desejavam ter um filho, Deus nessa hora parece ser uma ironia. E você passou por isso. O que diria para elas que nessa hora acreditam que Ele está tão longe?
FB:
Eu tinha um pavor de não amar a Deus. Quando estava passando por essas situações, alem do drama que vivia, o tempo todo me perguntava: “Será que eu amo a Deus anda?”  Era meu desespero, mas sempre descobria que O amava e ficava em paz. Eu não estava nem falando com Deus. Estava de mal dele de certa forma, ou magoada naquele tempo. Mas eu sempre me perguntava se O amava. Meu maior medo era deixar de amá-Lo. E isso eu não consegui porque Ele não me deixou de amar. Mas as pessoas devem falar com Deus com muita certeza, muita clareza. As pessoas não podem ignorar suas dores, e num momento desses elas devem conversar com Deus no seu quarto, em secreto, tudo aquilo que pensam. Foi assim que fui curada, falando tudo que sentia para Deus. Porque os que choram, serão consolados. Não podemos ignorar o luto. Ele tem um tempo para se organizar, fazer morada e depois ir embora. Se você não encara o luto, você fica com ele para sempre dentro de você.

LC: Para mulheres que não tiveram um aborto espontâneo, mas optaram por ele de fato, já o praticaram, e hoje convivem com a tormenta, a dor, o peso e a condenação própria e até dos outros, o que diria?
FB:
Procurem um líder evangélico, um pastor, uma pastora, uma mulher principalmente, e que tenham esse perdão liberado da boca deles. Isso faz toda a diferença. Eu atendo mulheres assim e quando ouço a história delas, quando elas choram, se arrependem, e a gente ora junto, eu as libero. Uma das minhas "ovelhas" (é assim que a gente chama quem está sendo pastoreado) agora está grávida e que passou por uma situação bem assim. E quando não esperava, engravidou, logo depois que a gente orou acerca disso. Nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. O sangue de Jesus não é suco. É de verdade. E ele nos perdoa de todo o pecado.

LC: Uma palavra para quem vive uma experiência de uma gravidez inesperada ou indesejada e cogita a possibilidade do aborto.
FB:
Procure o AMGI correndo. Lá tem socorro, amigas, gente para ajudar em tudo. Desde que você realmente queira ser ajudada. Sempre digo que a mulher tem direito sobre seu corpo até receber o homem sobre ela. Depois disso, ela perdeu o direito sobre seu corpo, e principalmente sobre o corpo alheio. Há uma lei hoje do nacituro que protege o embrião. O governo, a Câmara, os deputados, na verdade Brasília, libera um advogado em favor do feto. Então, se souber de alguém que quer abortar, por favor, chame um advogado, porque a lei paga, para ajudar e defender os direitos daquele bebê na barriga da mãe. É um negócio tão sério isso. Procure o AMGI. Lá tem como a gente ajudar. E Deus está em tudo isso. Às vezes Ele coloca uma porta aberta como essa para uma mulher que nem queria ter um filho e cura ela dessas mágoas de ser mãe. Todo mundo que procura o aborto tem uma mágoa de ser mãe e um peso a respeito disso. Tenho certeza que o Espírito Santo pode ajudar. Emocionalmente, intelectualmente, até por meio de psicólogos não evangélicos que conhecemos. Muitos trabalham lindamente na recuperação de uma mãe dessas que está numa gravidez indesejada, para aceitar o bebê e para entender o que está sentindo naquele momento. É um caminho e todos nós temos que ajudar.

LC: Uma palavra de incentivo e apoio ao trabalho do AMGI e a toda sua equipe.
FB:
Não desistam, porque o trabalho de vocês não é em vão. No céu vamos descobrir quantos homens e quantas mulheres de Deus ficaram sobre a Terra e cumpriram com o seu propósito para esse tempo por causa do AMGI. Façam isso de coração inteiro e que Deus renove as forças de cada um, voluntários e funcionários, e que vocês sejam felizes e realizados no ministério que foi sugerido pelo Espírito Santo a todos vocês, a todos nós.

LC: Uma palavra para mulheres que sonham um dia ser mãe, mas temem por isso ou por causa de histórias como essas.
FB:
As pessoas têm o direito de não ter filhos. Não sou radical a ponto de achar que quem não quer ter filhos tem problema. As pessoas têm o direito de ter filhos ou não. Porém, aquelas que não querem por medo, precisam repensar porque o medo paralisa tudo. Vai paralisar de ser mãe, mas também vai paralisar de ser esposa, profissional, em várias áreas. O problema é o medo. Então, não deixe de ter um bebê por causa de medo. Vença o medo e seja feliz no teu sonho.  Se você não vai ter um bebê, então entreguem-se às coisas de Deus. Trabalhe mais na obra de Deus, dedique-se mais na igreja.

LC: Dá para dizer, por tudo que faz hoje a favor da vida, que você fez da sua luta a sua lida?
FB:
Eu acho que fiz das minhas maiores tragédias o meu maior ministério. Acho que é por aí.

LC:  Uma palavra para o marido, Emerson, e aos filhos Isaque e à Laura.
FB:
Ahhhhh!...Eles são os meu amores, a trilha sonora do filme da minha fida. (Risos). Eu amo demais esse povo que Deus me Deus. Eu vivo para o Senhor e para eles.

Lagoinha.com: Uma palavra final de agradecimento a tudo que viu e ouviu em relação ao evento, ao AMGI, e à sua vida e seu ministério.
Fernanda Brum:
Minha vida é agradecer (risos) porque sou muito feliz naquilo que eu faço. Sou muito grata a Deus porque Ele me escolheu para fazer algo maravilhoso, que é levar a Palavra dele. Em todo o tempo a minha vida é de ação de graças. E agradeço a Deus pelos amigos que ganhei, pelas pessoas que aqui estão comigo e que de uma maneira tão intensa, têm vivido o mesmo sonho, que é o de levar o evangelho a toda criatura, seja ela grávida ou não, uma abortante ou não, criança, velhos, empresários, ricos, pobres, seja quem for.  Estamos aqui nesse tempo vivendo o derramar do Espírito Santo, porque todas essas pessoas estão na mesma visão.

::Marcelo Ferreira
Redação Lagoinha / @Lagoinha_com

marcelo.ferreira@lagoinha.com

Para mais informações sobre o AMGI, acesse: www.amgi.org.br

Para socorro e auxilio em caso de gravidez indesejada/inesperada, ligue para o AMGI: (31) 2551-8525 ou 2552-2799

Para mais informações sobre Fernanda Brum, acesse: www.fernandabrum.com.br


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sábado, 13 de novembro de 2010

Obedecer é melhor


1 SAMUEL 15.1-31

... Enviou-me o Senhor a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel;
atenta, pois, agora, às palavras do Senhor. (1Sm 15.1.)


Samuel tomara o vaso de azeite e ungira o jovem Saul como rei sobre
Israel. Os primeiros passos do monarca eram acompanhados de perto pelo
profeta. Saul tivera seu reino confirmado pelas vitórias contra os amonitas e
os filisteus. Agora, entretanto, iria lutar contra os amalequitas. A ordem era
que eliminasse completamente aquele povo e o seu rei. E, como o Senhor
prometera, Saul lutou contra Amaleque e venceu. Só que Saul não obedeceu
na íntegra as ordens que recebera. Ele trouxera as melhores ovelhas, vivas,
para sacrificá-las e também o rei Agague, como troféu da vitória. Era uma
atitude de rebeldia e desobediência, apesar da intenção de seu coração.

Deus é honrado com a nossa obediência. “Obedecer é melhor do que
sacrificar”, disse-lhe Samuel, ao encontrá-lo. Por causa dessa atitude, Saul foi
rejeitado. O Senhor escolheu outro para reinar em seu lugar – Davi – que
seria obediente.

Devemos ter cuidado com o nosso próprio coração, pois ele é enganoso.
A rebelião, como raio, fulmina,
E até elimina da vida o sentir.
Destrói a alegria, e só contamina
Com ódio e orgulho, onde ela cair.
Oh, como se livrar de tantos “Corés”?
Oh, como manter sobre a rocha os pés?
Como batalhar, e não se enganar?
Como caminhar, sem se embaraçar?

É olhando para Cristo; para o Santo, para o alto,
Empunhando a espada, de Deus, a Palavra.
Pedindo perdão! Mantendo limpo o coração!

Pai, quero dar-te todo o meu coração. Habite ricamente em
mim a tua Palavra. Amém.

Dia-a-Dia

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Os Três Conselhos


Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa: "Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você". Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito. O pacto foi o seguinte: "Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora.No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho". Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse: "Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa". O patrão então lhe respondeu: "Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos, se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me dê a resposta". Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe: - "QUERO OS TRÊS CONSELHOS".

O patrão novamente frisou: Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro" E o empregado respondeu: "Quero os conselhos". O patrão então lhe falou:

1º. conselho: "NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.

2º. conselho: NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal.

3º. conselho: NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais."

Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim: "AQUI VOCÊ TEM TRÊS PÃES, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa".

O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. Após primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou: "Pra onde você vai?" - Ele respondeu: "Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada". O andarilho disse-lhe então: "Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez, e você chega em poucos dias". O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada. Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se. Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho. Voltou, deitou- se e dormiu. Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido. O hospedeiro: e você não Ficou curioso? Ele disse que não. No que o hospedeiro respondeu: VOCÊ É O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI VIVO, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal. O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa. Depois de muitos dias e noites de caminhada... Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos. Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade. Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele disse: "NÃO VOU MATAR MINHA ESPOSA E NEM O SEU AMANTE. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre FUI FIEL A ELA". Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então com as lágrimas nos olhos lhe diz: "Eu fui fiel a você e você me traiu...

Ela espantada lhe responde: - "Como? eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos.

Ele então lhe perguntou: "E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?

E ela lhe disse: "AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade".

Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café. Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão.

APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO, ele parte o pão e ao abri-lo encontra todo o seu dinheiro, o pagamento integral por seus vinte anos de dedicação.

Muitas vezes achamos que o ATALHO "queima etapas", e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...

Muitas vezes SOMOS CURIOSOS, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará...

Outras vezes, AGIMOS POR IMPULSO, NA HORA DA RAIVA, e fatalmente nos arrependemos depois...

Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três conselhos práticos e proveitosos e, acima de tudo, não se esqueça de confiar inteiramente em DEUS, o "Maravilhoso Conselheiro". Ainda que a vida até hoje, tenha lhe dado somente motivos para a desconfiança, creia que o Senhor. o Deus da Verdade; Ele nunca, jamais falhará.

Antonio Esteves
aesteves60@gmail.com
Assemb. de Deus
Cariacica - ES

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