domingo, 2 de junho de 2013

Toque o mundo inteiro pela oração

A oração tem um caráter universal. Você pode tocar o mundo inteiro pela oração. O apóstolo Paulo trata desta verdade com diáfana clareza (1Tm 2.1-3).
1. A primazia da oração (1Tm 2.1a). “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas…”. As palavras próton pánton “antes de tudo”, indicam primazia de importância e não de tempo. A oração não é um apêndice no culto, mas parte vital dele. Os apóstolos entenderam a primazia da oração, quando decidiram: “Quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (At 6.4).
2. A variedade da oração (2.1b). “… que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças…”. Muito embora o objetivo de Paulo é insistir na centralidade da oração mais do que numa análise de seus tipos, o apóstolo usa aqui quatro formas de oração.
Primeiro, as “súplicas”. Elas estão relacionadas à apresentação de um pedido ou uma necessidade a Deus. A ideia fundamental da palavra grega deesis, é um sentimento de necessidade. A oração começa com esse sentimento de nossa total dependência de Deus. Oração é a insuficiência humana aproximando-se da suficiência divina.
Segundo, as “orações”. Designam o movimento da alma em direção a Deus. As orações são um ato de adoração a Deus, exaltando-o pela excelência de seus atributos e rogando a ele pela grandeza de suas misericórdias.
Terceiro, as “intercessões”. Elas estão relacionadas com a súplica em favor de alguém ou de alguma coisa. A palavra grega enteuxis traz a ideia de entrar na presença do rei para lhe fazer uma petição. Portanto, nenhum pedido é grande demais para ele. Para Deus não há impossíveis!
Quarto, as “ações de graças”. Elas tratam da nossa gratidão a Deus pelo que ele tem feito. A palavra grega eucaristia, deixa claro que orar não é apenas aproximar-se de Deus para adorá-lo por quem ele é, e rogar a ele suas bênçãos, mas, também, e sobretudo, agradecê-lo pelo que ele tem feito.
3. O alcance da oração (2.1c,2). “… em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade…”. A oração transpõe todas as barreiras geográficas, culturais e religiosas. Paulo destaca três alcances da oração:
Primeiro, “em favor de todos os homens”. Isso significa que nenhuma pessoa está fora da esfera das nossas orações. Devemos orar pelos salvos e não salvos; pelos irmãos e até pelos inimigos. A expressão “todos os homens” neste contexto significa todos os homens sem distinção de raça, nacionalidade ou posição social e não todos os homens individualmente, tomados por um.
Segundo, “em favor dos reis”. Mesmo que essas autoridades sejam perversas, como era o caso do imperador Nero, devemos orar por elas. Mesmo que pessoalmente sejam pessoas indignas, a posição que ocupam merece nosso respeito e deve ser objeto das nossas orações.
Terceiro, “em favor dos que se acham investidos de autoridade”. A Bíblia é clara em afirmar que toda autoridade procede de Deus e é ministro de Deus para coibir o mal e promover o bem (Rm 13.1-3). Em vez de falar mal das autoridades, devemos orar por elas.
4. Os propósitos da oração (2.2b,3). Com que propósito devemos orar? Devemos orar para vivermos uma vida tranquila e mansa. A vida tranquila refere-se a uma vida livre de inquietudes externas, enquanto a vida mansa é uma vida que está livre de perturbações internas. Devemos orar para vivermos com toda piedade e respeito. Devemos orar porque isto agrada a Deus. O Pai se agrada de ver seus filhos orando e vivendo em sua dependência. O Pai se agrada em ver seus filhos colocando-se na brecha em favor de todos os homens, bem como dos reis e das demais autoridades constituídas.

Por: Hernandes Dias Lopes
Extraído de: http://hernandesdiaslopes.com.br/2013/05/toque-o-mundo-inteiro-pela-oracao/#.Uatb69iJmSo

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Do trono para a cruz:

        A experiência de Isaías no início do seu ministério é magnífica, dentre outras coisas, pelo seguinte fato: ela revela em fortíssima dose a glória de Deus. O Senhor é visto assentado em um alto e sublime trono, representando sua grandeza e domínio sobre tudo o que existe, algo que é até difícil de precisar em palavras. Além disso, há adoração. Perfeita, completa e digna adoração à sua glória, poder, majestade e santidade. Apenas os três primeiros versículos de Isaías são suficientes para nos causar temor e grande assombro a tamanha glória. O que acabou acontecendo a Isaías quando este se deu conta de onde estava e de quem era.

       Nós sabemos que Deus, seus atributos e glória são imutáveis. O que o profeta presenciou – em ínfima proporção, é claro – é eterno. Sempre foi assim e sempre será. Sendo assim, podemos, sem dúvidas, perceber que este acontecimento se repetiu e ficou claro em outras ocasiões. A diferença era o lugar e as pessoas envolvidas, apenas. Sobre essas outras ocasiões, quero frisar duas: o nascimento e crucificação de Jesus, que estão diretamente associadas à glória do Pai.

         O discípulo amado fez uma declaração surpreendente – tanto para mim e você quanto para seus contemporâneos (João 1.14). João faz questão de nos levar à compreensão de que a vinda de Cristo era uma poderosa manifestação da glória de Deus. Aquela mesma noção que Isaías teve, nós podemos ter com esta declaração dele, guardando-se algumas mudanças: do Trono para terra; da posição de honra para a de servo; da glória para o desprezo; da dignidade intrínseca para o anonimato.

          Essas diferenças não impediram João de testemunhar da glória porque, com todas essas mudanças, a Pessoa era a mesma. Sim, o nascimento de Jesus foi uma tremenda manifestação da glória de Deus porque Ele mesmo estava se esvaziando e providenciando eterna redenção (Fp 2; Hb 9). Com exceção da Transfiguração (Lc 9), que nos deu uma ideia de sua eterna Majestade, foi por esses meios que “vimos sua glória”.
         
          No entanto, há algo mais a ser considerado para que tenhamos a completa compreensão da glória do Pai, conforme João teve. O que nos falta é ver, como Jesus via, a fonte de glorificação de Deus. Esta fonte era a Cruz. Chegar ali era o que O sustentava (Jo 4.34), sem que seu olhar se desviasse disso (Jo 12.22-24). Justamente o lugar mais vergonhoso, mais indigno, que nem de longe lembrava a visão tida por Isaías, era o que completaria a glorificação do Pai e que nos garantiria, de uma vez por todas, a remoção dos nossos pecados, nossa justificação, nosso resgate e reconciliação.

          “Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.” (Jo 17.5.) Como seria possível isto? Pela Cruz. A obra precisava ser consumada; “o fruto do trabalho da sua alma” precisava ser colhido; a satisfação do Pai precisava acontecer. E aconteceu! Nossa dívida foi cancelada; nossos pecados postos sobre Ele; nossa inimizade destruída; um novo e vivo caminho foi aberto e... sua glória irradiada por toda terra – por todo o universo! De fato, nada e em nenhum outro lugar da história glorificou tanto a Deus como o Seu plano de a Si mesmo Se dar por nós, por meio do Seu bendito Filho.

           Do trono para a cruz e agora de volta para a glória: essa foi a trajetória do Cristo de Deus – o próprio Deus! Como resultado, Ele foi exaltado sobre todo trono e reino, tornando-se o único digno de ser reconhecido como Senhor “para a glória de Deus Pai” (Fp 2.11) e único meio pelo qual nós vamos a Deus.

          Não há como negar que Deus não abriu mão de sua glória. Ela sempre se manifestou, mesmo em Jesus completamente esvaziado de sua divindade. Eu me surpreendo e me atemorizo quando tento me colocar no lugar de Isaías, mas muito mais ao me deleitar em tamanho amor que levou Jesus às últimas e terríveis consequências da cruz e em tudo aquilo que ele conquistou por mim ali. Sempre, sempre “para a glória de Deus Pai”.

         Não é em vão que o Novo Testamento nos recomenda a uma vida com Cristo, com divino amor por Ele. Pelo amor de Deus, vá até Ele e deixe-o moldar seu caráter até que sejas ao máximo parecido com o Pai, de maneira que o mundo veja isso! Há riquezas inefáveis advindas da glória do pai, como nos garante Paulo. E estas riquezas somente podem ser possuídas com Cristo em nós, a esperança... da glória (Cl 1.24-27).

::Tiago Lino Henriques
Extraído do portal lagoinha.com
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terça-feira, 5 de julho de 2011

Atmosfera da presença de Deus

Atmosfera da presença de Deus

“[...] e levantou ali um altar ao Senhor”. (Gênesis 13.18.)

Uma vida com Deus é uma vida repleta da atmosfera de adoração. Por onde um servo de Deus passa, mudanças acontecem; o medo vai embora, a tristeza salta de alegria e a vitória vem.

Quando pensei neste tema, lembro-me que estava dentro de um avião. Infelizmente Renato e eu estávamos sentados separadamente, o que fez com que eu me sentisse um pouco insegura. O avião estava prestes a levantar voo e eu estava com muito medo do avião cair, medo de um imprevisto, enfim, mesmo sendo uma serva de Deus senti medo naquele momento. Rapidamente peguei minha Bíblia e comecei a meditar na Palavra de Deus. O medo deu lugar à presença de Deus que encheu meu coração, e feliz, segui voando pensando em Abraão.

A história de Abrãao nos ensina muito sobre a presença de Deus. Numa época que a Bíblia que temos hoje, ainda não existia, Deus falava com seu povo de várias formas, sonhos, face a face, usando pessoas etc. É interessante como Deus continua o mesmo de geração em geração, mas nem sempre agindo da mesma forma. Isso me faz pensar que se quisermos essa presença, precisamos nos habituar a gerar uma atmosfera de adoração, de habitação do Deus vivo dentro da nossa casa. Essa atmosfera precisa ser gerada nos nossos relacionamentos e claro, nos casamentos para que o Senhor nos conduza em tudo, em todas as dificuldades que possam vir.

A vida de Abraão e seu sobrinho Ló é um exemplo do poder desta atmosfera gerada. Quando Ló e Abraão se separaram, Ló foi habitar nas proximidades de Sodoma e Gomorra, uma "Las Vegas" de hoje em dia, a"cidade do pecado". Assim como Abraão, Ló também era um homem que temia a Deus, mas era alguém que não gerou a presença de Deus dentro da sua casa. Enquanto ele morava com sua família perto dessa cidade, Deus avisou para ele que aquela cidade seria destruída. Deus queria salvar toda sua família, mas aos poucos, as coisas mundanas daquela cidade, acabaram entrando em sua casa. O que era errado passou a ser normal. Suas duas filhas se deitaram com ele, o próprio pai, para não deixar sua descendência morrer. Com uma ideia assim, como isto poderia vir de Deus? Com certeza, Deus queria reconstruir essa descendência, mas não assim.

Abraão por sua vez, por todo o lugar que passava, levantava um altar para Deus. Abraão sempre criava um ambiente da presença de Deus. Falar com Deus era comum para Abraão e foi nesse ambiente que nasceu Isaque. Quando Deus pediu Isaque em sacrifício para Abraão, este disse para os seus servos que, tanto ele como seu filho, ofereceriam o sacrifício e adorariam. Feito isto, ambos retornariam (Gn 22.5). Abraão tinha fé em seu coração o suficiente para crer que Deus tinha o melhor para ele, mesmo que para isso, o sacrifício fosse seu próprio filho. Mas ele sabia que tanto ele quanto o filho voltariam juntos para casa.

Ao chegarem no local, Isaque foi quem observou os itens do sacrifício. Ele lembrou ao pai que havia o fogo, a lenha, mas ainda faltava o cordeiro. Isaque conhecia os itens do sacrifício, então, aquela situação para ele era normal. Ele sabia que o pai invocava o Deus vivo, ele sabia o que era cultuar a Deus. Deus espera do seu povo um comportamento como o de Abraão, de obediência e fé. Quando os filhos nascem dentro de um ambiente da atmosfera de Deus, eles observam seus pais. Eles observam que quando os pais buscam a Deus, Deus responde. Eles sabem que os pais têm aonde buscar socorro quando as dificuldades aparecem. Quando estes filhos se casam e passam por problemas, eles fazem como os pais, eles buscam a Deus. Muitos relacionamentos, lares são desfeitos porque não existe uma atmosfera da presença de Deus.

Isaque foi gerado nesta atmosfera, por isto Deus proveu o cordeiro para o sacrifício e guiou Abraão conforme o plano de abençoar todas as famílias da terra. Siga o exemplo que Abraão deixou: gere dentro da sua casa uma atmosfera da presença de Deus.

::Por Jaqueline Santos Sales

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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Transformando água em vinho novo


Há uma passagem bíblica que me encanta, refiro-me ao milagre que Jesus realizou numa festa de casamento. Lendo a respeito deste acontecimento deparei-me com uma curiosidade a respeito deste feito. Esse texto está no Evangelho de João, capitulo 2, versos 1 a 12.



O texto já descreve a finalidade dos potes utilizados na execução do milagre (em outras versões podemos encontrar a palavra “talha”), e em algumas Bíblias de estudo há breves relatos a respeito desses potes. Esses potes ficavam em frente às casas, podemos considerar como que um "ritual". Os judeus mais conservadores usavam os potes para cumprir as regras das purificações cerimoniais e nem mesmo num momento de celebração, que era o do casamento na ocasião, esses costumes eram deixados de lado.



Mas o que me chamou a atenção é o fato de que até mesmo numa festa de casamento os judeus honravam – os rituais de purificação. O velho tradicionalismo e religiosidade que mata, e que é maquiado em nossas igrejas! Mas imaginem só: Nosso Senhor Jesus Cristo transformou aqueles potes, símbolos pesados da dispensação antiga, em odres de vinhos, anunciando a chegada das boas novas. Da água usada pelos fariseus para as purificações cerimoniais veio o vinho novo de 1ª qualidade! Se naquela ocasião o tempo da purificação ritual havia passado para dar lugar ao tempo da celebração, imagine se permitirmos que o Senhor faça a mesma coisa com os potes de "nossas casas"? Acredito que seja tempo de celebração para TODOS, mas acima de tudo, deve ser o tempo de prioridade...



Diante das dificuldades, devemos falar primeiramente com o Senhor. Nos momentos felizes, dar exclusividade a Ele... Maria foi até o Mestre. É bem verdade que ela sabia quem Ele era, mas Maria poderia simplesmente avisar diretamente ao responsável pela festa sobre a falta do vinho, mas ela foi até ao Senhor!



Podemos transformar nossa tristeza em alegria aprendendo a priorizar o Senhor e permitindo que Ele transforme a água de nossos potes em vinho novo! Deus merece o melhor, então olhemos para o alvo: JESUS!!!



:: Por Giane S. Santos.
   Extraído de http://www.lagoinha.com/

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A oração de Isaque


A oração de Isaque
“Todos se rirão comigo, se alegrarão com o meu milagre.” (Gn 21.6-7.)

Isaque cresceu num ambiente de oração e de adoração. O seu nascimento fora um milagre tremendo, que podia ser comprovado por todos os que fossem à tenda de Abraão. Ali estava Sara, com seus noventa anos, amamentando o pequenino que lhe nascera. Como o Senhor Deus de Abraão era bondoso e fiel! Ele havia prometido ao seu servo um filho e cumpria a sua palavra. O nome do menino traduzia toda a felicidade do casal, Isaque quer dizer “riso”. O casamento de Isaque com Rebeca também foi resultado de oração. Eliézer, o mordomo de seu pai, recebera a incumbência de ir a Padã-Harã buscar-lhe uma esposa idônea, pertencente à família de Abraão. Com tal tarefa, Eliézer sabia que não poderia falhar em sua missão, por isso orou ao Deus de Abraão, e seu próprio Deus. Ele pediu que o Senhor o conduzisse e lhe mostrasse, através de um sinal, qual moça seria a escolhida de Deus para o filho de seu senhor. A moça que tirasse água para ele e também, espontaneamente, se propusesse a dessedentar os camelos da caravana de Eliézer, esta seria a esposa de Isaque. E Rebeca foi aprovada e reconhecida como tal. Um casamento feliz para o filho da promessa. De sua descendência, Deus enviaria ao mundo o salvador da humanidade, o Messias.

Isaque presenciou toda a cena da maior prova de fé de seu pai. O Senhor Deus pediu a Abraão, em holocausto sobre o altar de adoração: a vida de seu filho amado. Isaque percebera que aquela adoração seria diferente de todas as que vira seu pai dedicar a Deus. Ele perguntou pelo cordeiro para o sacrifício, ao subir o monte Moriá, e ouviu a resposta de fé: “Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto.” (Gn 22.8.) Abraão não negara ao Senhor o que tinha de mais precioso sobre a terra: o seu filho único, o herdeiro, o que levaria a semente da promessa para o resgate dos homens todos... Abraão estava pronto para oferecer Isaque sobre o altar. Ali estava amarrado e deitado sobre a lenha do altar de pedras toscas. Quando seu rosto foi virado para o lado e Abraão se preparava para imolar o filho, do céu, lhe bradou a voz do Anjo do Senhor, dizendo: “Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! Então lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho.” (Gn 22.11-12.) Ali, naquele momento, o Deus de Abraão também seria o Deus de Isaque. Ele conhecera o amor, a bondade, a fidelidade, a justiça, a santidade do Deus de seu pai...

Nas experiências dos pais com Deus, os filhos também se tornam verdadeiros adoradores.

Tudo o que fazemos nesta vida repercute em nossa descendência e devemos sempre nos lembrar que estamos escrevendo capítulos de nossa história que ficarão para a posteridade. Devemos ser modelos de vida, como referenciais, para os nossos filhos e para todos os que virão depois de nós... Isaque prosseguiu buscando a Deus em oração e levantando altares de adoração. Ele agia como adorador. Como servo fiel do Deus único e verdadeiro, o Criador dos céus e da terra. Logo após o seu casamento com Rebeca, sua vida devocional de oração se revelou de maneira intensa. Durante vinte anos, Isaque orou para que sua esposa pudesse gerar filhos. E, aos sessenta anos, ele foi pai dos gêmeos: Esaú e Jacó. Vemos Isaque buscando a Face do Senhor nos momentos de decisão e dificuldade. Por exemplo, quando houve fome em Canaã, ele não foi para o Egito, como seu pai, em épocas passadas, mas recebeu a orientação do Senhor para que ficasse em Canaã, na terra de Abimeleque, em Gerar. Ali semeou, em meio à aridez da seca. Uma atitude totalmente “louca” para um agricultor: semear em tempo de ausência de chuva, em plena sequidão. Mas Isaque estava obedecendo ao Senhor. Ele havia buscado sua direção e decidira obedecer ao que Deus lhe ordenasse fazer (Gn 26.12-14). Isaque aprendera o caminho da fé, com seu pai Abraão. O que Deus lhe dissesse para fazer, ele o faria. Para onde Deus o mandasse ir, ele iria. O Deus de Abraão era também o seu Deus, aleluia! A vida de Isaque nos revela o descanso em Deus. Ele amava ao Senhor e sabia que Ele era poderoso para fazer infinitamente mais além de tudo o que pedimos e pensamos... Quando nos propomos a buscar ao Senhor, devemos estar dispostos a obedecer-lhe a voz, mesmo que tudo nos pareça tão estranho ou mesmo “loucura”... O cristão aprendeu a orar com o Senhor Jesus e a confiar inteiramente Nele, dependendo de sua graça para tudo na vida. Portanto, descanse nele, cumpra a sua vontade e fortaleça-se em sua Palavra. Aprenda a entregar tudo sobre o altar da adoração, e coloque ali, também, a sua própria vida. E experimente como é maravilhoso servir e adorar ao Deus de Abraão e de Isaque, ao Deus que se manifesta com o seu poder e nos ensina a olhar para Ele, permitindo que Ele possa suprir as nossas necessidades e nos levar a conhecê-lo mais perto. Vale a pena orar! Vale a pena adorar ao Deus de Abraão e de Isaque! Vale a pena entrar nesta dimensão de vida abundante em Cristo Jesus! Experimente!

:: Por Pra. Ângela Valadão Cintra
Extraído de: www.lagoinha.com


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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

As três testemunhas


Jesus nos comissionou a testemunharmos sua palavra e ordenou que fôssemos por todo o mundo pregando o evangelho a toda criatura (Marcos 16.15). Cristo também nos enviou para fazermos discípulos (Mateus 28.19) e nos prometeu que seríamos suas testemunhas (Atos 1.8). O curioso é que, em Atos 1.8, vemos que os discípulos somente se tornariam testemunhas depois que recebessem o poder do Espírito Santo. Em João 3.5, lemos que, além do Espírito, há outra coisa que a testemunha necessita – a água: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”. O próprio João, por sua vez, nos afirma que além do Espírito e da água, há um terceiro elemento fundamental para que alguém possa se tornar uma verdadeira testemunha de Cristo: o sangue. João escreveu o seguinte:

“E três são os que testificam na terra: o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito” (1 João 5.8).

João nos ensina que a verdadeira testemunha deve trazer em si esses três elementos: o Espírito, o sangue e a água. Analisemos, portanto, desvendando o original, o que é ser testemunha de Cristo e qual é a sua relação com o Espírito, a água e o sangue.

Em grego, a palavra testemunha é “martureo”, que se relaciona com “martus”, traduzido por “mártir”. Em primeiro lugar, concluímos que a verdadeira testemunha é aquela que está disposta a entregar sua vida pela causa do evangelho. O verdadeiro cristão, aquele que realmente quer atender ao chamado de Cristo, deve ter em si o ardente desejo de anunciar o evangelho, custe o que custar. Isso envolve um sério risco de perseguição e morte. Ser uma testemunha é verdadeiramente perder a vida por Cristo, como está escrito: “Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á” (Marcos 8.35). A verdadeira testemunha não se importa em perder sua vida pelo evangelho, pois ela crê na palavra que diz: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11.25). A verdadeira testemunha vive com esta promessa gravada em seu coração, pois para ele, “viver é Cristo e morrer é lucro” (Filipenses 1.21), porque não é mais ele quem vive, mas Cristo que vive através dele (Gálatas 2.20). Paulo é um excelente exemplo da verdadeira testemunha, pois entregou sua vida e tudo que tinha pela causa do evangelho.

O termo grego “martureo” também se relaciona com “mermera”, que significa “zelo” ou “problema”. Isso porque o cristão que é zeloso é um portador do testemunho de Cristo, e isso gera ódio no inimigo, que tentará por todos os meios eliminar esse emissário da Palavra de Deus. Assim, a testemunha zelosa está sempre gerando problemas para o reino do inimigo e, por isso, vive em constante embate com as trevas.

Jesus já nos havia avisado sobre essa perseguição: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia” (João 15.18-19). Quem vem para Jesus para ser amigo de todos e busca viver uma vida tranquila, está enganado. O descanso é a nossa recompensa, e não o nosso chamado. Nós fomos chamados para arrombar as portas do inferno (Mateus 16.18) e levar cativos aqueles que estão no cativeiro do inimigo (Efésios 4.8). É por isso que a palavra grega para “testemunha” (martureo) também traz a ideia de “estar ansioso” (mermairein), pois o verdadeiro cristão está sempre ansioso por revelar Jesus àqueles que anseiam ardentemente pela revelação dos filhos de Deus (Romanos 8.19). Esse é o verdadeiro cristão. Essa é a testemunha.

Agora, analisemos a função do Espírito, da água e do sangue no chamado da testemunha. O Espírito é aquele que concede poder às testemunhas (Atos 1.8). Esse poder a orientará sobre tudo o que a testemunha deve fazer e por onde ela deve andar. Em hebraico, as palavras “espírito” (ruach), “viajar” (‘arach) e “caminho” (‘orach) estão todas relacionadas, porque o Espírito é o vento que conduz no caminho, como em João 3.8: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito”. O Espírito é quem estabelece o itinerário da testemunha, mostrando-lhe o caminho em que deve andar. Se em hebraico a Lei (torah) é a seta que aponta (yarah) para o caminho (‘orach) e uma pá (rachat) que abre caminho (‘orach), o Espírito (ruach) é aquele que dá poder (koach) à testemunha para que ela possa andar no caminho e brilhar como uma lua (yerach) que reflete a verdadeira luz e traz o aroma (reyach) suave de Cristo (2 Coríntios 2.15). Essa é a capacitação que o Espírito concede à testemunha. 

A água também exerce função especial no ministério da testemunha. Em hebraico, a palavra “água” é “mayim”, relacionada ao mar (yam). O curioso é que a palavra hebraica para água (mayim), na primeira vez que aparece na Bíblia, está associada ao Espírito: “A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas” (Gênesis 1.2). Assim, vemos que essas duas testemunhas - o Espírito e a água - estão unidas desde a criação. Isso porque o Espírito conduz a testemunha pelo caminho sobre as águas, assim como Cristo e Pedro, que juntos andaram sobre as águas (Mateus 14.29). Andar sobre as águas significa andar sobre a palavra, pois a água representa a purificação feita pela palavra, como em João 15.3: “Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado”.

Além disso, a água e o Espírito, unidos, representam o novo nascimento, pois como vimos, “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (João 3.5). O novo nascimento nas águas e o batismo com o Espírito faz com que a pessoa deixe de ser um “homem natural” (1 Coríntios 2.14) e se torne um “homem espiritual” (1 Coríntios 2.15). Essa transformação, feita pela união entre água e Espírito, está relatada em Romanos 12.2: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

Após receber o Espírito e a água, a testemunha tem acesso à verdadeira vontade de Deus. Aquele que é nascido através da vontade de Deus (João 1.13) tem acesso à vontade de Deus e descobre que a vontade do Senhor é a santificação (1 Timóteo 4.3), e aprende que quem faz a vontade do Eterno permanecerá para sempre (1 João 2.17). Isso porque a vontade de Deus é que todos sejam salvos (1 Timóteo 2.4). Andar sobre as águas, através do Espírito, significa, portanto, conhecer e viver a vontade de Deus.

A palavra “água”, na verdade, aparece não somente no segundo versículo da Bíblia, mas no primeiro. Quando lemos em Gênesis 1.1 que Deus criou os “céus” e a terra, o termo traduzido por “céus” é “shamayim” que pode ser lido como fruto da união entre as palavras “fogo” (‘esh) e “água” (mayim). Ou seja, em hebraico, o céu é o local da habitação do fogo e da água. Assim, quando a testemunha recebe o Espírito, que sempre é acompanhado pelo fogo (Mateus 3.11), e a água, ela se torna um cidadão celestial, um embaixador (Efésios 6.20) da Nova Jerusalém. Espírito, fogo e água fazem da testemunha um fiel portador das coisas do alto.

Andar sobre as águas também significa andar sobre o desconhecido. Ainda que houvesse pescadores entre os judeus, o mar era um lugar desconhecido e temido na cultura judaica. Isso fica claro quando vemos a semelhança entre os termos hebraicos “mayim” (“água”), “yam” (“mar”), “ayom” (“terror”, “medo”), “eymah” (“horror”, “pânico”), “eymiym” (“terrores”, também nome de uma tribo cananeia composta por gigantes citada em Deuteronômio 2.10). A água, portanto, faz com que a testemunha vença o medo do desconhecido e passe a viver o sobrenatural de Deus.

Voltando a Gênesis 1.2, veremos que o Espírito pairava sobre as águas, e abaixo das águas havia o abismo. Quando o Espírito nos conduz a andar sobre as águas, nós cruzamos o abismo que há entre a morte e a vida. Esse abismo só pode ser cruzado antes da morte, para aqueles que receberam a salvação de Cristo. Após a morte, este abismo não pode ser cruzado, como Jesus nos ensinou na parábola do rico e Lázaro (Lucas 16.20-31).

Os bruxos que seguem os escritos de Aleister Crowley, o maior satanista do século XX, utilizam a “árvore da vida” da cabala como forma de seguir uma iniciação esotérica até cruzarem o abismo, quando passam a ter plena comunhão com os demônios. Veja como o inimigo está sempre querendo imitar as coisas de Deus e corromper as verdades bíblicas. É impossível cruzar o abismo sem caminhar sobre a água da palavra e ser conduzido pelo Espírito Santo. Quando o bruxo “cruza o abismo”, sua vida passa a ser completamente dominado por demônios. Quando a testemunha de Cristo cruza o abismo, ela se torna um com Jesus.

Por fim, há o sangue. Se em grego sangue é “aima”, em hebraico é “dam”, palavra que tem um gama de significados, cada um expressando uma verdade espiritual. Em hebraico, “sangue” (dam) se relaciona com “Adão” (‘adam) e com “semelhança” (demuth), a mesma palavra usada em Gênesis 1.16, onde se lê que o homem foi feito à semelhança de Deus. Assim, quando a testemunha recebe o sangue (dam), ela retorna ao estado de Adão (‘adam) antes da queda, tornando-se semelhante (demuth) a Deus. Ela se torna parecida com Cristo, assim como um filho que se parece com seu pai. Recebe o poder de ser feito filho de Deus, pois crê no seu nome (João 1.12) e permanece em Cristo (João 15.5), cumprindo seus mandamentos (João 14.15). Sem o sangue (dam) o cristão é cortado (demiy), fica mudo (damam), pois não consegue pregar a Palavra. Com o sangue, o Cristão está vivo, pois a vida está no sangue (Levítico 17.11).

O sangue nutre as células, protege o corpo, retira as impurezas, transporta hormônios e regula a temperatura. Assim também o sangue de Cristo nutre a testemunha, a protege, limpa e não permite que se esfrie. É uma capacitação para a verdadeira testemunha de Cristo.

Que você possa ser capacitado por Cristo para se tornar uma testemunha fiel da verdade do Evangelho e da soberana vocação de Cristo (Filipenses 3.14), em Nome de Jesus!
::Daniel Lago

Jornalista formado pela UFRJ, doutor em Linguística pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e professor de Filosofia da Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tendo estudado hebraico na Sinagoga ARI, em Botafogo – RJ.


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sábado, 8 de janeiro de 2011

Lâmpada ou Estrela?

(Mateus 4.8-10)                      
Aproveitando os dias de férias, fomos, eu, minha filha e dois amigos ao Mirante na Praça do Papa, um dos belos lugares de Belo Horizonte. Ficamos lá, parados, em silêncio por um tempo, olhando para baixo, para todas as luzes que a cidade apresentava. Luzes coloridas que piscavam freneticamente como uma corrente sanguínea escorrendo feito um rio amarelo e vermelho. Uma cidade viva, pulsando com todo o seu brilho cheio de glória. Milhares de carros iam e vinham, prédios e suas luzes, anúncios e propagandas, tudo mostrava uma cidade que não para na busca de mais brilho. Insaciável.
               
No deserto, Jesus foi levado a um alto monte de onde o diabo lhe mostrou toda a glória do mundo, todas as luzes e brilho, e lhe ofereceu tudo, se Ele o adorasse. Como sempre, o diabo mostrou a direção errada, ele mostrou o chão. Tudo o que ele pode mostrar, o que pode oferecer, só pode ser visto olhando para baixo, toda glória caída foi posta diante de Jesus, o preço era simplesmente curvar-se a ele. Fácil e barato? Puro engano. 
Lá no Mirante, tirei os meus olhos das luzes da cidade. Mudei a direção do meu olhar. Olhei para cima, para o alto, para as estrelas, contemplei o que foi feito pelas mãos de Deus e que não pode ser tocado de forma natural. Depois de ficar apreciando a grandeza de Deus, olhei novamente as luzes ilusórias da cidade. De cima daquele monte, então a pergunta foi feita: para onde olhar? Para o temporal ou para o Eterno? Para o que se apaga ao amanhecer ou para a luz que nunca falha? Sempre haverá uma opção. Uma direção a tomar. Uma luz a seguir. Uma escolha feita todos os dias.               
Descemos do Mirante, nós quatro, cantando e rindo com a alegria de olhar para todas as luzes da cidade de um ponto de vista privilegiado. Olhamos para todas estas coisas através de Cristo, estamos Nele. A nossa escolha foi feita, preferimos olhar para o alto. Escolhemos olhar para onde Jesus escolheu olhar, adorando a Deus.                                  
Para onde você quer olhar? Qual será a luz que você irá seguir?

“Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da Manhã.”
(Apocalipse 22.16.)

::Nilma Gracia Araujo
nilmaraujo@hotmail.com      
Membro da I.B.C.V.N e aluna do Seminário Teológico Carisma


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sábado, 25 de dezembro de 2010

O verdadeiro Natal


Em período natalino, nada mais importante do que meditarmos não sobre Papai Noel, renas, trenós e presentes, mas sobre o fato mais maravilhosos da história da humanidade: o nascimento de Cristo. Assim, analisaremos João 1.14 com vistas a refletir sobre a encarnação do Rei do Reis e Senhor dos Senhores. O texto de João diz o seguinte:

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.14 – Trad. João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada).

Como não é raro, a versão da Nova Tradução na Linguagem de Hoje nos oferece um olhar muito interessante e, até mesmo, mais fiel ao texto original:

“A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai” (João 1.14 – Nova Tradução na Linguagem de Hoje).

A expressão “o Verbo se fez carne” deve ser lida em direta relação com João 1.1, onde vemos que “No princípio era o Verbo... e o Verbo era Deus”. Este Verbo, que é o próprio Deus, o apóstolo amado nos informa que ele encarnou em um corpo humano. Assim, João nos dá um testemunho tremendo sobre a divindade de Cristo. Em 1 João 5.20 o apóstolo novamente afirma: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” Ou seja, Cristo é o “alêthinos theos” (“verdadeiro Deus”), ao contrário do que todos os não cristãos acreditam e ensinam.

Este Verbo encarnado é, em grego, o logos. Este termo é tão rico em seus significados que é adequado para tentar explicar a soberania divina. O termo logos pode significar tópico, pensamento, razão, discurso, motivo, causa, comunicação, doutrina ou pregação. Ou seja: esta palavra, este Verbo, que está em Cristo e no Deus Pai, e que é ambos, é a força e o princípio de tudo o que existe, pois “nele vivemos, nos movemos e existimos” (Atos 17.28). João está se reportando não à filosofia platônica, mas à sabedoria dos Salmos, onde lemos que “Os céus por sua palavra (ou verbo) se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles” (Salmos 33.6). É a esse poder criador exclusivo de Deus que João está se referindo.

O curioso é que o termo “logos” vem de “lego”, que significa “reunir”, “montar”, daí o nome daquele brinquedo de montar peças. Falar é unir palavras, assim como escrever. Assim, Cristo não é apenas o Verbo, porque é dele que procedem todas as palavras e ordens divinas, mas também porque nele todas as nações da terra serão reunidas, pois através dele são benditas todas as nações da terra (Gênesis 12.3). Além disso, o termo “lego” também dá origem ao verbo “eleger” (em grego, “eklegomai”, literalmente, “reunir fora”). Por isso, Cristo é a “pedra eleita e preciosa, e quem nela crer não será confundido” (1 Pedro 2).

O termo “legal” também está relacionado com “lego”. Sua origem está no latim “legalis”, relacionado a “legis”, que origina, por exemplo, o termo “legislação”. Isso nos ensina que Cristo é o legislador, que os gregos chamavam de “nomothetes”. Esta expressão é usada por Tiago, quando diz: “Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer” (Tiago 4.12). Cristo é o verdadeiro Legislador, pois somente ele tem o poder de salvar e fazer perecer. Além disso, o termo “legislação” também se relaciona ao latim “legere”, que significa “reunir”, pois a legislação é uma reunião de leis. Assim também, Cristo é a consumação do que anunciaram as Leis e os Profetas (Mateus 22.40).

Além disso, o termo “logos” também se relaciona com a palavra “lealdade”, do latim “legalem”. Cristo, sendo o Verbo, foi leal e fiel até a morte, e morte de Cruz (Filipenses 2.8). Cristo foi leal, pois cumpriu toda a lei e toda a justiça divina (Mateus 3.15).

Outra derivação do termo grego para Verbo (“logos”) é a palavra “leitura”, derivada do latim “legere”. Assim, vemos que Cristo foi o único achado digno de ler o rolo selado que estava nas mãos do Pai, como está escrito: “Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da Tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (Apocalipse 5.5). Quando o Cordeiro abrir e ler este livro, todas as promessas serão cumpridas, e Deus enxugará toda lágrima, como foi prometido no Sermão da Montanha (Mateus 5).

O termo “logos” (Verbo) também origina a palavra “legião”, do latim “legionem”, que significa “reunião de soldados”. Durante o império romano, uma legião romana era composta por cerca de 3 a 6 mil soldados. Cristo, o Logos (Verbo) divino é o capitão das legiões e potências celestiais, como ele mesmo anunciou: “Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26.53). Cristo é o Verbo, pois todos os anjos estão subordinados ao seu comando.

Quando lemos “o verbo se fez carne” em grego, a expressão “se fez” é “egeneto”, que pode significar “passar para”. Assim podemos ler “o verbo se fez carne” como “o verbo passou a habitar a carne”. Assim, a encarnação é o momento em que a plenitude da divindade que habita em Cristo (Colossenses 2.9) passou a residir provisoriamente em um corpo humano. Observe que em Colossenses 2.9, o termo grego traduzido por “habitar” é “katoikei”, que significa “fazer morada permanente”, enquanto em João 1.14, o termo traduzido por “habitar” é “eskênôsen”, que significa “fazer um tabernáculo” ou “fazer uma morada provisória”. Isso porque Jesus, “subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo” (Filipenses 2.6-7). Ou seja, Jesus esvaziou-se de sua glória para poder habitar provisoriamente um corpo humano. Todavia, quando de sua ressurreição, ele retomou todo o poder, e disse: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mateus 28.18).

Cabe ressaltar que, como vimos, a expressão “o Verbo se fez carne e habitou entre nós” pode ser traduzida como “o Verbo se fez carne e estabeleceu um tabernáculo entre nós”. Assim vemos que a glória divina somente pode habitar a terra através de um tabernáculo, ou uma tenda provisória e móvel como aquele que Deus ordenou que Moisés construísse (Êxodo 25.40). É evidente que, após a morte e ressurreição de Cristo, e após o dia de pentecostes, nós passamos a ser o tabernáculo de Cristo na terra. Observe que as três grandes festas judaicas remetem a esta realidade espiritual. Primeiro havia a Páscoa, que representava a morte e a ressurreição (Cristo morto e ressurreto). Posteriormente, o Pentecostes, ou a festa da colheita (o derramamento do Espírito Santo em Pentecostes). Por último, a Festa dos Tabernáculos, que representava o povo como forasteiro na terra, mas acompanhados pela presença e provisão divinas.

Na frase “habitou entre nós”, a preposição “entre” é, em grego, “en”, que é usada 645 vezes no Novo Testamento com o significado de “em”. Assim, podemos traduzir “e o Verbo se fez carne e habitou entre nós” como “e o Verbo se fez carne e estabeleceu um tabernáculo em nós”. Isso comprova que Cristo trouxe para dentro de nós, que agora somos templo do Espírito Santo (1 Coríntios 3.17), a sua habitação. Assim como Cristo fez um tabernáculo em um corpo humano quando encarnou, assim também fez um tabernáculo em nós, de modo que nos tornamos portadores de sua graça e de sua verdade.

“Cheio de graça e de verdade”. Em grego, o termo para “cheio” é “pleres”, que significa “pleno”, “repleto”, isso porque a graça e a verdade constituem a própria essência divina. O termo grego para “graça” é “charitos”, que está relacionado a “caridade”, “compaixão” e “gratidão”. Todavia, o termo equivalente em hebraico é “chesed”, que tanto pode significar “baixar a cabeça em respeito à igual” e “envergonhar” ou “reprovação”. Isso porque Jesus, ao encarnar, se humilhou e nos deu uma grande lição de humildade, mas também veio para julgar, como ele mesmo disse: “Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia” (João 12.48).

Outro termo relacionado à “chesed” (“graça”) é “chasut”, que significa “confiança”. O povo escarneceu da confiança de Cristo em Deus: “Confiou em Deus; pois venha livrá-lo agora, se, de fato, lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus” (Mateus 27.43). No final das contas, Deus livrou Jesus do tormento, pois Ele venceu a morte e voltou à vida! Cristo ficou firme (“chasiyn”) até o final, desejoso (“chassiyr”) por possuir (“chasan”) o tesouro (“chosen”) de sua herança.

Esta é mensagem do Natal: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16). Esse mesmo Jesus, que veio a terra cerca de dois mil anos está prestes a voltar para buscar-nos (João 14). Nesse Natal de 2010, pregue não apenas o nascimento, mas o retorno de Cristo, conforme a “bendita esperança” da noiva (Tito 2.13). Maranata! (1 Coríntios 16.22).
::Daniel Lago
Jornalista formado pela UFRJ, mestre em Linguística pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e professor de Filosofia da Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tendo estudado hebraico na Sinagoga ARI, em Botafogo – RJ. 

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Beleza única


“Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?” (Mateus 6.28-30.)

A Bíblia diz que nem Salomão com toda sua glória e riqueza se vestiu como os lírios do campo. O lírio não é a flor mais bela nem a mais perfumada, é a mais SIMPLES, é bela por ser um lírio, mais nada.
Os tempos modernos exigem mais tecnologia, mas aparato, mais vestes, mais isso, mais aquilo... Comprar, ter, consumir... Quando não temos o que “desejamos”, achamos que Deus se esqueceu de nós, que Ele não está no controle! Mas o que o PAI ministrou aos nossos corações nesses últimos dias, dias finais, próximos a sua vinda, é o  SER SIMPLES!

Ele como REI nasceu numa MANJEDOURA. Morreu numa CRUZ. Foi enterrado numa sepultura EMPRESTADA. E mesmo assim é o REIS DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES! SIMPLES assim, como os LÍRIOS!
Pense nisso. Seja SIMPLES, pois a estes Deus preparou o REINO DOS CÉUS.
Deus te abençoe,

::Renata Lima 
Pedagoga, Líder do Ministério de Coreografia da Primeira Igreja Batista em Pirajá – Salvador/Bahia
renatalima5@bol.com.br  / http://ministeriodecoreografia.wordpress.com


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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Por que passamos por lutas?

 
Deuteronômio 8:1-10
Passar por lutas é normal e inevitável, sempre passaremos por elas. Outra coisa inevitável é questionar o por quê passamos por lutas ou, por que enfrentamos tantos problemas? Você já questionou o motivo de tantas lutas e provas? Parece que mal saímos de uma situação complicada e já entramos em outras.
Existem dois tipos de lutas. O primeiro tipo é a conseqüência normal de vivermos num mundo marcado pelo pecado e de nossas escolhas erradas. O segundo tipo é fruto das provas que Deus providencia ou permite para nós. Quando este segundo tipo de luta acontece; ou seja, quando Deus requer que nós passemos por lutas, Ele está querendo:
1) Provar o coração. (v.2, 5-6)
Não existe lugar melhor para se provar o coração de uma pessoa, do que, no momento que enfrenta problemas. Nesta hora sabemos em quem ela confia de verdade, se é madura ou não, se reage com tranqüilidade ou se vai se desesperar. Algumas vezes Deus nos leva a passar por problemas para perceber nossas reações e, saber onde está nosso coração. Se estiver passando por lutas lembre-se: Deus está provando seu coração. Ele quer saber se você tem o coração Nele e nas suas coisas.
2) Ensinar a perseverança. (v.3-4)
As lutas produzem em nós a perseverança. Precisamos de perseverança para correr a carreira cristã e recebermos as promessas de Deus, portanto se você estiver passando por lutas lembre-se que elas vão te fazer mais forte e melhor se você tiver perseverança e assim elas te levarão a alcançar as promessas de Deus. Agradeça a Deus pelas lutas.
3) Nos dar algo melhor. (v. 7-10)
Deus prometeu uma terra melhor para o seu povo se eles fossem fiéis e confiassem no Senhor. Algo melhor é prometido para quem enfrenta e vence as lutas.
Se você passa nas provas da 2° série da escola, conseqüentemente vai para a 3° série. Assim toda vez que saímos vitoriosos de uma luta, crescemos em Deus. Está passando por lutas? Lembre-se que elas podem te fazer crescer, se você vencê-las poderá alcançar coisas maiores.
Conclusão:
Deus nos leva a passar por lutas porque nos ama, e Ele deseja que sejamos melhores a cada dia. Deus prova nossos corações, gera em nós a perseverança através das lutas para nos dar algo melhor ainda. Você entende isso? Deseja vencer suas lutas junto com Jesus e se aproximar ainda mais Dele? Levante a mão, vamos orar.
 
Extraído de http://www.sermao.com.br/2010/11/por-que-passamos-por-lutas/
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O relato de quem disse "Eis-me aqui"


Além de participar da gravação do 13º DVD do Ministério Diante do Trono, em Barretos/SP, a  Pra. Ludmila Ferber gravou um clipe com Ana Paula Valadão. Trata-se da canção Eis-me aqui (Veja vídeo do destaque do lagoinha.com), que mais uma vez faz parte do repertório de um projeto do DT. A primeira versão encontra-se no DVD Esperança.

Em entrevista ao site do Diante do Trono, Ludmila fala sobre sua participação no projeto. Confira a entrevista a seguir e logo após assista ao clipe no destaque:

DT: Fale um pouco de sua relação de amizade com a Ana Paula Valadão.
Pra. Ludmila:
Nossa amizade foi feita no Espírito, por um propósito realmente divino. velo e zelo com muito amor e cuidado este relacionamento, oramos sempre uma pela outra, há uma profunda identificação entre nós, ainda que nossos temperamentos sejam bem diferentes. Amo a Ana profundamente, e sempre estarei ali, por perto, de algum modo, para abençoa-la, alegrá-la, confortá-la, motivá-la e serví-la com carinho.

DT: Como foi definida sua participação no DVD Aleluia?
Pra. Ludmila: Sempre estive, de alguma forma, participando ativamente de várias gravações do DT, mas, até então, minha agenda não se “casava” com o dia da gravação “ao vivo”. Neste Projeto “ALELUIA”, finalmente pudemos realizar este sonho, tanto meu quanto dela.

DT: O que representa pra você ter gravado ao lado da Ana em Barretos e a participação neste clipe?
Pra. Ludmila:
Um sonho realizado, um momento inesquecível, e que, para nós, cruzou os portais do tempo para entrar na eternidade.

DT: Sobre o Diante do Trono, como você tem visto o ministério dentro de um contexto espiritual na nação brasileira e mundo?
Pra. Ludmila:
O Ministério Diante do Trono selou de maneira irrefutável os céus do Brasil com uma adoração de santidade, de unção, de um clamor intercessório que está contribuindo tremendamente para atrair a glória de Deus e o desatar de um genuíno avivamento, começando aqui do Brasil para as demais nações da Terra.

DT: Deixe uma mensagem para os internautas.
Pra. Ludmila:
Este é o tempo do SOBRENATURAL de Deus de fato acontecer em nós e através de nós. É tempo de arrependimento. É tempo de profetizar. É tempo de santificação, de consagração genuína; é tempo de entrar em níveis novos e mais altos de unção; é tempo de mergulhar no poder de Deus. Grandes prodígios e maravilhas estão às portas! Vai acontecer, mesmo! Real! Verdadeiro!!! Não fique de fora! Creia! Pegue esta palavra para você, em nome de Jesus! Com amor, Pra Ludmila.
:: Fonte: Ministério Diante do Trono - www.diantedotrono.com

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Plano de vôo


” Boas famílias” – até mesmo as melhores – ficam fora da rota 90 por cento do tempo! O segredo é que elas têm um senso de destinação. Conhecem a “trilha”. E estão sempre corrigindo o curso, de novo e de novo.
É como o vôo de um avião. Antes da decolagem, os pilotos examinam o plano do vôo. Por isso, sabem exatamente aonde vão e iniciam os procedimentos em conformidade com esse plano.Contudo, durante a viagem, o vento, a chuva, a turbulência, o tráfego aéreo, erros humanos e outros fatores interferem no plano, impulsionando ligeiramente a aeronave em direções diferentes, de modo que na maior parte do tempo o avião fica fora da rota do vôo prescrita! Ao longo de toda a jornada ocorrem pequenos desvios em relação ao plano de vôo. Condições climáticas adversas ou um tráfego aéreo especialmente pesado causam desvios maiores. Se não acontecer nada muito grave , porém o avião chegará ao seu destino.
Mas como isso é possível? Durante o vôo, os pilotos recebem constantes feedback. São comunicações dos instrumentos sobre o meio ambiente, informações das torres de controle, de outras aeronaves e as vezes até das estrelas.E, com base nesses feedback, fazem os ajustes necessários para, de tempos em tempos retornar, ao plano de vôo.
A esperança não jaz nos desvios, mas na visão, no plano e na habilidade de corrigir o curso.
O vôo desse avião constitui a metáfora ideal para a vida familiar. Não faz nenhuma diferença se a nossa família saiu da rota ou mesmo está enredada em problemas. A esperança se encontra na visão , no plano e na coragem de continuar corrigindo o curso de novo e de novo”.
O segredo é ter uma destinação, um plano de vôo e uma bússola.
 
Extraído de http://www.sermao.com.br
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Permanência

Dizem que o difícil é começar. Você já deve ter ouvido esta frase quando comentou com alguém sobre um projeto novo, uma mudança de vida ou simples hábitos e tarefas que desejava incluir no seu dia-a-dia. E é verdade, todo início realmente não é fácil. Mas há uma reflexão maior e necessária a se fazer.

Voltei das férias, por exemplo, decidido a começar uma atividade física e a perder os quilinhos que ganhei durante um mês de descanso. De imediato pensei numa academia, mas logo mudei de ideia e resolvi aproveitar os fins de tarde para caminhar pelo bairro onde estou morando agora.

Mesmo quando estamos certos daquilo que queremos e precisamos fazer, é complicado encontrar forças suficientes para começar. Em meio a essa guerra de vontades inventamos muitas desculpas para os outros e até para nós, a fim apenas de adiar a atitude. Mas, depois de planejar por várias vezes, finalmente comecei a caminhar. Foram dias seguidos de muito esforço. Não demorou muito tempo para o resultado aparecer e, então, simplesmente PAREI.

Como assim? Por que parar o que está dando certo?  Os resultados não são suficientes?  Realmente há uma contradição nisso tudo e, infelizmente, ela é mais comum do que se imagina em diversos setores da nossa vida. Aquilo que seria um motivo para nos fazer continuar acaba se tornando uma comodidade capaz de nos parar.

Não se acomode com os primeiros resultados, eles podem te enganar. Quantas pessoas vão médico, começam a tomar medicamentos e na primeira melhora interrompem o tratamento. Apesar da aparente cura, o organismo precisava de outras doses do antibiótico para vencer completamente as bactérias, que logo podem voltar, agora, ainda mais fortes.

Muitos até começam a gerar frutos, mas poucos são os que permanecem. Se depois de produzir as uvas o ramo não permanecer ligado a Videira, para nada mais serve e logo será queimado pelo Agricultor.

Não adianta apenas dar o primeiro passo e não continuar a caminhada.  Se sua primeira meta já foi cumprida, estabeleça outras. Se o seu objetivo inicial era andar dois mil metros, ande quatro, depois cinco, seis, sete... Quando você perceber, já estará correndo.

Paz e sucesso!    

::Juliano Matos

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O amor é uma atitude


Ter ações que causem bem estar para outras pessoas é uma das formas de amar no século 21

O amor ainda está em nosso meio. Apesar das guerras, das mortes e da violência nos centros urbanos, ainda existe a matéria prima do amor em nossos tempos. Afirmo isso com a certeza de que várias pessoas ainda espalham o amor trazido ao mundo por Cristo.

Os voluntários que distribuem sopa aos moradores de rua nas noites de frio, por exemplo, são pessoas usadas por Deus, sendo cristãos praticantes da fé ou não, para levar um estado de bem estar às pessoas.

O amor não se limita a um sentimento, o verdadeiro amor é representado por atitudes. Na Palavra de Deus está escrito em 1 Coríntios 13.4-7: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Conta-se a história de um jovem norte americano que estudava em uma universidade e morava com um colega de classe na mesma república. Este colega ficou doente e perdera algumas aulas. Para ajudá-lo, este jovem, cristão, percebeu que se copiasse a lição para o colega, nem que para isso atrasasse os seus próprios deveres, poderia mostrar um pouco do amor de Deus sobre a vida dele. Após auxiliar na medicação, na organização das matérias dadas em aula e nos testemunhos de sua vida, o jovem conseguiu ganhar para Cristo a vida do seu colega de quarto. Ele suportou, causou um estado de bem estar ao outro jovem, em outras palavras, ele amou por meio de atitudes.

Na atualidade, discussões de trânsito, problemas financeiros ou algumas circunstâncias familiares têm propagado a tragédia. As pessoas não suportam as outras na medida necessária.

Às vezes, por amor, é preciso aceitar a opinião e a decisão do outro.

Quem ama busca o bem do outro. Se usarmos como exemplo o amor de um casal fica fácil isso. Quando se conhecem, os dois querem estar juntos, telefonam, trocam mensagens por celular, e-mails e outras formas, isso porque perceberam que se completam. Não querem o mal da pessoa que faz bem para eles.

Se você parar para analisar, amar é evoluir no seu caráter e na sua vida espiritual. Ame e deixe ser amado.

Glórias ao Senhor!

::Lucas Meloni 
Jovem, jornalista, membro do Ministério de Comunicação Audiovisual e editor do telejornal Iluminando da Igreja Batista Luz para as Nações, em São Paulo, SP (http://iluminandobatista.blogspot.com) | lcs_lucas.meloni@yahoo.com.br

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Fiz das minhas tragédias meu ministério”


"Fiz das minhas maiores tragédias o meu maior ministério”Em entrevista exclusiva ao Portal, Fernanda Brum fala de sua experiência com o aborto, do trabalho do AMGI de preservação da vida, com um recado às mulheres  

Se não de todos, ao menos para maior parte do público que sempre a acompanha, seu testemunho de vida já conhecido e sempre uma inspiração e força para continuar em frente na vida, em especial as mulheres. Hoje mãe de dois filhos, Fernanda Brum já passou pela amarga e dolorosa experiência do aborto espontâneo. As curetagens, procedimento cirúrgico que permite restabelecer a saúde e salvar o útero para uma próxima gestação, foram parte nesse processo. Ela passou por quatro. "Tive indicação médica por causa dos embriões mortos em meu ventre. O coração parava de bater após um descolamento de placenta e eu ficava com o embrião morto na barriga, tomando medicamento para induzir a eliminação espontânea do embrião. Algumas vezes lembro-me de ter voltado da anestesia gritando: ‘Meu bebê, meu bebê!’”, detalha Fernanda.

Nessa entrevista que concedeu com exclusividade ao portal Lagoinha.com na ocasião de sua vinda a Belo Horizonte (MG), por conta do evento Noite a Favor da Vida, promovido pelo Ministério AMGI (Apoio às Mulheres com Gravidez Indesejada) da Igreja Batista da Lagoinha, Fernanda Brum fala sim, de sua experiência com o aborto, mas também do próprio trabalho realizado pelo ministério e sua parceria com o mesmo, da ocasião de sua vinda para o evento, e, claro, da própria questão do aborto, com um recado às mulheres. Ela que, depois da Igreja Perseguida, é defensora aguerrida da causa da mulher e da vida. E a propósito, sobre o tema, ela é clara e irredutível: “Não somos dos que abortam. Somos dos que adotam. O aborto é uma violência terrível contra a mulher e contra a criança”. Sobre quem decide por essa terrível prática, ela diz: “Não temos como convencer uma mulher a não abortar com uma lei somente. É preciso o poder do Espírito Santo, o único que convence, o único que se move e o único que nos move a ter compaixão”. Segue, então, a entrevista nesse clima e tom de compaixão, a favor da vida:

Lagoinha.com (LC): Como se sente por ter participado mais uma vez de um evento como esse do AMGI de porte e peso de valorização da vida?  
Fernanda Brum (FB):
Fico muito feliz de enxergar por esse prisma. E o privilégio de estar aqui é porque eu enxerguei isso. Tem gente que não enxergou ainda. E é pelo Espírito que a gente enxerga certas coisas. Estou muito feliz de estar incluída, de ser útil. Tem mérito nenhum nisso. O mérito, na verdade, é do AMGI, de estar na frente, cuidando, lá na ponta, de cara com as mulheres. Estou aqui só para abanar uma fogueira do Espírito. Eu quero que pegue fogo no Brasil todo.

LC: Essa iniciativa sua de participação e parceria com o AMGI se deu também por conta de sua própria experiência e seu testemunho em relação ao aborto?
FB:
Principalmente. Eu passei a odiar o aborto depois que perdi quatro crianças. Eu acho que uma mulher só sabe o que é o aborto depois que aborta. Na verdade, nem precisa passar por isso, porque sabe que é ruim. Mas quem passou pelo drama, pela dor e pelo terror do aborto conhece-o bem a fundo. As minhas experiências me fizeram odiar o aborto com todas as minhas forças. Como odeio o aborto e amo as mulheres! Não quero que elas passem por isso. Seu eu pudesse evitar, eu evitaria que elas passassem por isso. De alguma maneira, essa é a minha contribuição do beija-flor que traz um pouquinho de água numa mata incendiada. A minha parte tem sido feita, e espero que cada um faça a sua própria parte.

LC: Em breves linhas, só para que as pessoas saibam, o que diria de sua experiência e seu testemunho e  como lidou com tudo isso?
FB:
Eu lidei muito mal com tudo isso. Tive quatro experiências com o aborto, sendo três curetagens. Na primeira, graças a Deus, não precisei de curetagem. Na primeira, me abstrai. Não entendi, não levei a sério. No segundo aborto é que caiu a minha ficha de que havia uma criança morta dentro de mim. Era sempre assim: gerava-se até três meses e depois parava de bater o coração. Já era então um feto de um primeiro trimestre. Era uma expectativa muito grande porque havia mudanças o corpo, você sentia vontade de comer mais, desejo, enjôo, aquelas coisas naturais, de repente, parava o coração do bebê. Eu descobria no exame de ultrasom. Os dois abortos depois que tive o Isaque foram mais difíceis porque eu já tinha tido uma criança mexendo dentro de mim. Eu já sabia o que era uma gravidez, a expectativa de ter outro filho era tão maravilhosa, a certeza de que estava curada, de que isso não iria se repetir, e de repente, a decepção de viver, de novo, a mesma coisa, depois da fé de ter sido curada e ter recebido o Isaque. Não tem explicação o que eu vivi. O último foi mais duro porque eu fiquei um tempo com ele morto algum tempo na minha barriga. Tive de andar algum tempo dentro de um shopping para ter dilatação e as pessoas me vendo e me perguntando: “Olha, como vai? Você está grávida?” E eu respondia: “Nãããooo!... Estou grávida, mas o bebê está morto”. E elas retrucavam: “O que está fazendo então aqui?” Foram situações bem dramáticas, difíceis e de muita dor física também. Porque o aborto dói. As contrações, a curetagem, o pós-operatório, o Endométrio todo mexido, e depois de uma nova gravidez o bebê colar numa parede que não foi mexida é um milagre. Foram então experiências terríveis que não queria que ninguém vivesse, nem espontaneamente, nem propositadamente. Foram seis gestações ao todo, sendo quatro abortos espontâneos e duas de fetos vivos, porque meus filhos, Isaque e Laura, estão vivos hoje. Foram dois antes do Isaque e dois depois dele, até chegar a Laura.

LC: Uma palavra para mulheres que tiveram uma história semelhante a sua.
FB:
Perseverem e procurem a medicina. Mas em primeiro lugar, procurem o Senhor. Deus pode usar a medicina para nos abençoar, mas no meu caso, a única coisa que lancei mão da medicina foram de óvulos de hormônios que o medico pediu que eu utilizasse para aumentar a capacidade de implantação do embrião. Mas não tive nenhum tipo de ajuda como fertilização in vitro. Até procurei, mas quando o fiz, já estava grávida. Não sou contra. Acho até que as pessoas devem procurar a ciência. Mas em primeiro lugar, ao Senhor, porque é Ele quem sopra a vida. E não tem ciência que dê jeito se Deus não soprar a vida. Perseverem e sigam em frente.

LC: Para mulheres que tiveram ou não uma experiência com o evangelho, mas tem uma percepção pelo próprio dom da vida e passam ou passaram por uma situação de aborto quando desejavam ter um filho, Deus nessa hora parece ser uma ironia. E você passou por isso. O que diria para elas que nessa hora acreditam que Ele está tão longe?
FB:
Eu tinha um pavor de não amar a Deus. Quando estava passando por essas situações, alem do drama que vivia, o tempo todo me perguntava: “Será que eu amo a Deus anda?”  Era meu desespero, mas sempre descobria que O amava e ficava em paz. Eu não estava nem falando com Deus. Estava de mal dele de certa forma, ou magoada naquele tempo. Mas eu sempre me perguntava se O amava. Meu maior medo era deixar de amá-Lo. E isso eu não consegui porque Ele não me deixou de amar. Mas as pessoas devem falar com Deus com muita certeza, muita clareza. As pessoas não podem ignorar suas dores, e num momento desses elas devem conversar com Deus no seu quarto, em secreto, tudo aquilo que pensam. Foi assim que fui curada, falando tudo que sentia para Deus. Porque os que choram, serão consolados. Não podemos ignorar o luto. Ele tem um tempo para se organizar, fazer morada e depois ir embora. Se você não encara o luto, você fica com ele para sempre dentro de você.

LC: Para mulheres que não tiveram um aborto espontâneo, mas optaram por ele de fato, já o praticaram, e hoje convivem com a tormenta, a dor, o peso e a condenação própria e até dos outros, o que diria?
FB:
Procurem um líder evangélico, um pastor, uma pastora, uma mulher principalmente, e que tenham esse perdão liberado da boca deles. Isso faz toda a diferença. Eu atendo mulheres assim e quando ouço a história delas, quando elas choram, se arrependem, e a gente ora junto, eu as libero. Uma das minhas "ovelhas" (é assim que a gente chama quem está sendo pastoreado) agora está grávida e que passou por uma situação bem assim. E quando não esperava, engravidou, logo depois que a gente orou acerca disso. Nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. O sangue de Jesus não é suco. É de verdade. E ele nos perdoa de todo o pecado.

LC: Uma palavra para quem vive uma experiência de uma gravidez inesperada ou indesejada e cogita a possibilidade do aborto.
FB:
Procure o AMGI correndo. Lá tem socorro, amigas, gente para ajudar em tudo. Desde que você realmente queira ser ajudada. Sempre digo que a mulher tem direito sobre seu corpo até receber o homem sobre ela. Depois disso, ela perdeu o direito sobre seu corpo, e principalmente sobre o corpo alheio. Há uma lei hoje do nacituro que protege o embrião. O governo, a Câmara, os deputados, na verdade Brasília, libera um advogado em favor do feto. Então, se souber de alguém que quer abortar, por favor, chame um advogado, porque a lei paga, para ajudar e defender os direitos daquele bebê na barriga da mãe. É um negócio tão sério isso. Procure o AMGI. Lá tem como a gente ajudar. E Deus está em tudo isso. Às vezes Ele coloca uma porta aberta como essa para uma mulher que nem queria ter um filho e cura ela dessas mágoas de ser mãe. Todo mundo que procura o aborto tem uma mágoa de ser mãe e um peso a respeito disso. Tenho certeza que o Espírito Santo pode ajudar. Emocionalmente, intelectualmente, até por meio de psicólogos não evangélicos que conhecemos. Muitos trabalham lindamente na recuperação de uma mãe dessas que está numa gravidez indesejada, para aceitar o bebê e para entender o que está sentindo naquele momento. É um caminho e todos nós temos que ajudar.

LC: Uma palavra de incentivo e apoio ao trabalho do AMGI e a toda sua equipe.
FB:
Não desistam, porque o trabalho de vocês não é em vão. No céu vamos descobrir quantos homens e quantas mulheres de Deus ficaram sobre a Terra e cumpriram com o seu propósito para esse tempo por causa do AMGI. Façam isso de coração inteiro e que Deus renove as forças de cada um, voluntários e funcionários, e que vocês sejam felizes e realizados no ministério que foi sugerido pelo Espírito Santo a todos vocês, a todos nós.

LC: Uma palavra para mulheres que sonham um dia ser mãe, mas temem por isso ou por causa de histórias como essas.
FB:
As pessoas têm o direito de não ter filhos. Não sou radical a ponto de achar que quem não quer ter filhos tem problema. As pessoas têm o direito de ter filhos ou não. Porém, aquelas que não querem por medo, precisam repensar porque o medo paralisa tudo. Vai paralisar de ser mãe, mas também vai paralisar de ser esposa, profissional, em várias áreas. O problema é o medo. Então, não deixe de ter um bebê por causa de medo. Vença o medo e seja feliz no teu sonho.  Se você não vai ter um bebê, então entreguem-se às coisas de Deus. Trabalhe mais na obra de Deus, dedique-se mais na igreja.

LC: Dá para dizer, por tudo que faz hoje a favor da vida, que você fez da sua luta a sua lida?
FB:
Eu acho que fiz das minhas maiores tragédias o meu maior ministério. Acho que é por aí.

LC:  Uma palavra para o marido, Emerson, e aos filhos Isaque e à Laura.
FB:
Ahhhhh!...Eles são os meu amores, a trilha sonora do filme da minha fida. (Risos). Eu amo demais esse povo que Deus me Deus. Eu vivo para o Senhor e para eles.

Lagoinha.com: Uma palavra final de agradecimento a tudo que viu e ouviu em relação ao evento, ao AMGI, e à sua vida e seu ministério.
Fernanda Brum:
Minha vida é agradecer (risos) porque sou muito feliz naquilo que eu faço. Sou muito grata a Deus porque Ele me escolheu para fazer algo maravilhoso, que é levar a Palavra dele. Em todo o tempo a minha vida é de ação de graças. E agradeço a Deus pelos amigos que ganhei, pelas pessoas que aqui estão comigo e que de uma maneira tão intensa, têm vivido o mesmo sonho, que é o de levar o evangelho a toda criatura, seja ela grávida ou não, uma abortante ou não, criança, velhos, empresários, ricos, pobres, seja quem for.  Estamos aqui nesse tempo vivendo o derramar do Espírito Santo, porque todas essas pessoas estão na mesma visão.

::Marcelo Ferreira
Redação Lagoinha / @Lagoinha_com

marcelo.ferreira@lagoinha.com

Para mais informações sobre o AMGI, acesse: www.amgi.org.br

Para socorro e auxilio em caso de gravidez indesejada/inesperada, ligue para o AMGI: (31) 2551-8525 ou 2552-2799

Para mais informações sobre Fernanda Brum, acesse: www.fernandabrum.com.br


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sábado, 13 de novembro de 2010

Obedecer é melhor


1 SAMUEL 15.1-31

... Enviou-me o Senhor a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel;
atenta, pois, agora, às palavras do Senhor. (1Sm 15.1.)


Samuel tomara o vaso de azeite e ungira o jovem Saul como rei sobre
Israel. Os primeiros passos do monarca eram acompanhados de perto pelo
profeta. Saul tivera seu reino confirmado pelas vitórias contra os amonitas e
os filisteus. Agora, entretanto, iria lutar contra os amalequitas. A ordem era
que eliminasse completamente aquele povo e o seu rei. E, como o Senhor
prometera, Saul lutou contra Amaleque e venceu. Só que Saul não obedeceu
na íntegra as ordens que recebera. Ele trouxera as melhores ovelhas, vivas,
para sacrificá-las e também o rei Agague, como troféu da vitória. Era uma
atitude de rebeldia e desobediência, apesar da intenção de seu coração.

Deus é honrado com a nossa obediência. “Obedecer é melhor do que
sacrificar”, disse-lhe Samuel, ao encontrá-lo. Por causa dessa atitude, Saul foi
rejeitado. O Senhor escolheu outro para reinar em seu lugar – Davi – que
seria obediente.

Devemos ter cuidado com o nosso próprio coração, pois ele é enganoso.
A rebelião, como raio, fulmina,
E até elimina da vida o sentir.
Destrói a alegria, e só contamina
Com ódio e orgulho, onde ela cair.
Oh, como se livrar de tantos “Corés”?
Oh, como manter sobre a rocha os pés?
Como batalhar, e não se enganar?
Como caminhar, sem se embaraçar?

É olhando para Cristo; para o Santo, para o alto,
Empunhando a espada, de Deus, a Palavra.
Pedindo perdão! Mantendo limpo o coração!

Pai, quero dar-te todo o meu coração. Habite ricamente em
mim a tua Palavra. Amém.

Dia-a-Dia

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Os Três Conselhos


Um casal de jovens recém-casados, era muito pobre e vivia de favores num sítio do interior. Um dia o marido fez a seguinte proposta para a esposa: "Querida eu vou sair de casa, vou viajar para bem longe, arrumar um emprego e trabalhar até ter condições para voltar e dar te uma vida mais digna e confortável. Não sei quanto tempo vou ficar longe, só peço uma coisa, que você me espere e enquanto eu estiver fora, seja FIEL a mim, pois eu serei fiel a você". Assim sendo, o jovem saiu. Andou muitos dias a pé, até que encontrou um fazendeiro que estava precisando de alguém para ajudá-lo em sua fazenda. O jovem chegou e ofereceu-se para trabalhar, no que foi aceito. Pediu para fazer um pacto com o patrão, o que também foi aceito. O pacto foi o seguinte: "Me deixe trabalhar pelo tempo que eu quiser e quando eu achar que devo ir, o senhor me dispensa das minhas obrigações. EU NÃO QUERO RECEBER O MEU SALÁRIO. Peço que o senhor o coloque na poupança até o dia em que eu for embora.No dia em que eu sair o senhor me dá o dinheiro e eu sigo o meu caminho". Tudo combinado. Aquele jovem trabalhou DURANTE VINTE ANOS, sem férias e sem descanso. Depois de vinte anos chegou para o patrão e disse: "Patrão, eu quero o meu dinheiro, pois estou voltando para a minha casa". O patrão então lhe respondeu: "Tudo bem, afinal, fizemos um pacto e vou cumpri-lo, só que antes quero lhe fazer uma proposta, tudo bem? Eu lhe dou o seu dinheiro e você vai embora, ou LHE DOU TRÊS CONSELHOS e não lhe dou o dinheiro e você vai embora. Se eu lhe der o dinheiro eu não lhe dou os conselhos, se eu lhe der os conselhos, eu não lhe dou o dinheiro. Vá para o seu quarto, pense e depois me dê a resposta". Ele pensou durante dois dias, procurou o patrão e disse-lhe: - "QUERO OS TRÊS CONSELHOS".

O patrão novamente frisou: Se lhe der os conselhos, não lhe dou o dinheiro" E o empregado respondeu: "Quero os conselhos". O patrão então lhe falou:

1º. conselho: "NUNCA TOME ATALHOS EM SUA VIDA. Caminhos mais curtos e desconhecidos podem custar a sua vida.

2º. conselho: NUNCA SEJA CURIOSO PARA AQUILO QUE É MAL, pois a curiosidade pro mal pode ser mortal.

3º. conselho: NUNCA TOME DECISÕES EM MOMENTOS DE ÓDIO OU DE DOR, pois você pode se arrepender e ser tarde demais."

Após dar os conselhos, o patrão disse ao rapaz, que já não era tão jovem assim: "AQUI VOCÊ TEM TRÊS PÃES, dois para você comer durante a viagem e o terceiro é para comer com sua esposa quando chegar a sua casa".

O homem então, seguiu seu caminho de volta, depois de vinte anos longe de casa e da esposa que ele tanto amava. Após primeiro dia de viagem, encontrou um andarilho que o cumprimentou e lhe perguntou: "Pra onde você vai?" - Ele respondeu: "Vou para um lugar muito distante que fica a mais de vinte dias de caminhada por essa estrada". O andarilho disse-lhe então: "Rapaz, este caminho é muito longo, eu conheço um atalho que é dez, e você chega em poucos dias". O rapaz contente, começou a seguir pelo atalho, quando lembrou-se do primeiro conselho, então voltou e seguiu o caminho normal. Dias depois soube que o atalho levava a uma emboscada. Depois de alguns dias de viagem, cansado ao extremo, achou uma pensão à beira da estrada, onde pode hospedar-se. Pagou a diária e após tomar um banho deitou-se para dormir. De madrugada acordou assustado com um grito estarrecedor. Levantou-se de um salto só e dirigiu-se à porta para ir até o local do grito. Quando estava abrindo a porta, lembrou-se do segundo conselho. Voltou, deitou- se e dormiu. Ao amanhecer, após tomar café, o dono da hospedagem lhe perguntou se ele não havia ouvido um grito e ele disse que tinha ouvido. O hospedeiro: e você não Ficou curioso? Ele disse que não. No que o hospedeiro respondeu: VOCÊ É O PRIMEIRO HÓSPEDE A SAIR DAQUI VIVO, pois meu filho tem crises de loucura, grita durante a noite e quando o hóspede sai, mata-o e enterra-o no quintal. O rapaz prosseguiu na sua longa jornada, ansioso por chegar a sua casa. Depois de muitos dias e noites de caminhada... Já ao entardecer, viu entre as árvores a fumaça de sua casinha, andou e logo viu entre os arbustos a silhueta de sua esposa. Estava anoitecendo, mas ele pode ver que ela não estava só. Andou mais um pouco e viu que ela tinha entre as pernas, um homem a quem estava acariciando os cabelos. Quando viu aquela cena, seu coração se encheu de ódio e amargura e decidiu-se a correr de encontro aos dois e a matá-los sem piedade. Respirou fundo, apressou os passos, quando lembrou-se do terceiro conselho. Então parou, refletiu e decidiu dormir aquela noite ali mesmo e no dia seguinte tomar uma decisão. Ao amanhecer, já com a cabeça fria, ele disse: "NÃO VOU MATAR MINHA ESPOSA E NEM O SEU AMANTE. Vou voltar para o meu patrão e pedir que ele me aceite de volta. Só que antes, quero dizer a minha esposa que eu sempre FUI FIEL A ELA". Dirigiu-se à porta da casa e bateu. Quando a esposa abre a porta e reconhece, se atira em seu pescoço e o abraça afetuosamente. Ele tenta afastá-la, mas não consegue. Então com as lágrimas nos olhos lhe diz: "Eu fui fiel a você e você me traiu...

Ela espantada lhe responde: - "Como? eu nunca lhe trai, esperei durante esses vintes anos.

Ele então lhe perguntou: "E aquele homem que você estava acariciando ontem ao entardecer?

E ela lhe disse: "AQUELE HOMEM É NOSSO FILHO. Quando você foi embora, descobri que estava grávida. Hoje ele está com vinte anos de idade".

Então o marido entrou, conheceu, abraçou o filho e contou-lhes toda a sua história, enquanto a esposa preparava o café. Sentaram-se para tomar café e comer juntos o último pão.

APÓS A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO, COM LÁGRIMAS DE EMOÇÃO, ele parte o pão e ao abri-lo encontra todo o seu dinheiro, o pagamento integral por seus vinte anos de dedicação.

Muitas vezes achamos que o ATALHO "queima etapas", e nos faz chegar mais rápido, o que nem sempre é verdade...

Muitas vezes SOMOS CURIOSOS, queremos saber de coisas que nem ao menos nos dizem respeito e que nada de bom nos acrescentará...

Outras vezes, AGIMOS POR IMPULSO, NA HORA DA RAIVA, e fatalmente nos arrependemos depois...

Espero que você, assim como eu, não se esqueça desses três conselhos práticos e proveitosos e, acima de tudo, não se esqueça de confiar inteiramente em DEUS, o "Maravilhoso Conselheiro". Ainda que a vida até hoje, tenha lhe dado somente motivos para a desconfiança, creia que o Senhor. o Deus da Verdade; Ele nunca, jamais falhará.

Antonio Esteves
aesteves60@gmail.com
Assemb. de Deus
Cariacica - ES

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